
Cancioneiro
É por ti que eu canto (hino) (original EACB)
Esta velha cidade
Que acolhe o estudante
Deixa sempre uma saudade
A este cantor e amante
Do alto do seu castelo
Mil memórias ficarão
Castelo branco és tão belo!
Ai como aperta o coração
Capas negras de Estudante
Pedaços de história épica
E é por ti que eu canto
Estudantina Académica
E é por ti que eu canto
Estudantina Académica
Capas negras de Estudante
Pedaços de história épica
As cantigas de amor
Pelas ruas a tocar
Deixa a donzela sem fulgor
E o estudante a sonhar
Levamos sempre na alma
No peito e na mente
Essa vaidosa calma
Do castelo imponente
—
Marcha de Castelo Branco (adaptação EACB)
Castelo Branco cidade
Onde a própria claridade
Tem mais folgo e magia
Terra de labor insano
Onde Amato Lusitano
Viu primeiro a luz do dia
Terra de montes e prados
De varões assinalados
Da senhora do castelo
Aos que procuram abrigo
O seu povo bom e amigo
Abre os braços com desvelo.
Terra Bendita
Para nós a mais bonita
Sem desdoiro para as mais
Terra amada onde nasceram
Labutaram e morreram
Nossos avós, nossos pais
Terra querida
Que Deus te dê longa vida
E um bom destino também
O ouro das tuas messes
São hinos de amor, são preces
Dos filhos à terra mãe
Do alto do teu castelo
Que panorama tão belo
A vista alcança! Parece
Que a natureza em redor
Ergue hinos ao criador
Numa ardente e humilde prece
Monsanto, Penamacor
Alpedrinha berço em flor
D’ilustres filhos da beira
Em deslumbrante aguarela
Avulta a Serra da Estrela
Ora branca, ora trigueira.
—
Minha Ilusão (original EACB)
Por ruelas e calçadas
De mistério e tradições
Eu ponho-me a cantar
A mais bela das paixões
Procuro o teu olhar nas estrelas
À espera que bata com o meu
És a mais linda das donzelas
E eu quero ser só teu
Eu só sei que te amo,
Eu só sei que te quero,
Para sempre no meu coração,
Minha ilusão.
À janela, canto para ti,
Nas noites levadas p’lo vento.
Juras eternas, quando te vi,
Noites perdidas pelo tempo.
Procuro o teu olhar nas estrelas
À espera que bata com o meu
És a mais linda das donzelas
E eu quero só ser teu
Eu só sei que te amo,
Eu só sei que te quero,
Para sempre no meu coração,
Minha ilusão.
—
Estudante (original EACB)
Sou estudante
Eterno amante
Por tuas ruelas
Amores deixei
Os velhos tempos
Lembram momentos
Da linda cidade
Que não esquecerei
Castelo Branco
Cidade de encanto
Por ti eu canto
Versos de amor
Tua paixão
Quebra a solidão
É luz que ilumina
O meu coração
Tua beleza
Erguida num monte
És tu a fonte
De todo o meu ser
Castelo ao vento
O céu estrelado
Cresce o sentimento
Que me faz viver
—
Fado do Vinho (original EACB)
Por muito tempo ateimei
Dizendo que não gostava
Mas quando fiz a prova
Notei que até escorregava
Alguns são um pouco pálidos
Eu prefiro os de cor forte
Bebo pois gosto de beber
Por isso não escolho à sorte
Ancestral Baco
Tu sabias viver sozinho
Podias até comer uvas
Mas preferias beber o vinho
A escolha a ser feita
Depende da região
Mas quem lhe tem amor
Bebe até o carrascão
Seja debaixo do sol quente
Ou à sombra do luar
Não há como o belo tinto
Pela garganta a deslizar
Ancestral Baco
Tu sabias viver sozinho
Podias até comer uvas
Mas preferias beber o vinho
Abençoaste mais amores
Do que posso anunciar
E é até graças a ti
Que alguns podem amar
Toda a vida tem um fim
A minha não é excepção
Mas quando tiver de ir
Quero que me leves pela mão
—
Amor (original EACB)
Amor o que eu queria
Era estar contigo noite e dia (bis)
A lua vem lá no alto
Triste e solitária
Deixando seu perfume
À bela donzela
E eu aqui esperando
Sonho contigo
Escuto ao longe
Teus passos apressados
Amor o que eu queria
Era estar contigo noite e dia (bis)
E eu vou por esta rua
Na esperança de te encontrar
Correndo até ti
Num caminho sem fim
Ao ver-te à janela
Logo percebi
Musa divinal
Impossível para mim
Amor o que eu queria
Era estar contigo noite e dia (bis)
—
Rapariga (Estudantina Universitária de Coimbra)
Lá da aldeia de onde eu sou
Não perdoo ás raparigas
Se uma o olho me piscou
Meto-me logo em intrigas
Dou-lhe dois o três beijinhos
E vai de bater o pé
Eu não quero mexericos
E assim mesmo é que é
Eu não quero mexericos
E assim mesmo é que é
Ai rapariga se fores à fonte
Vai pelo carreiro que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado com os rapazes
Loucos por ti vê lá se algum tropeça
No outro dia a Rosinha
Que é baixinha e trigueira
Foi ao baile com o Ti Nunes
Andaram na brincadeira
E agora já namoram
É tão bom de ver ai é
Qualquer dia hão-de casar
E assim mesmo é que é
Esta vida são dois dias
Diz o povo e tem razão
E se isto assim continua
Vou gozá-la até mais não
E se encontrar a minha amada
É tão bom de ver ai é
Vou levá-la ao altar
E assim mesmo é que é
Vou levá-la ao altar
E assim mesmo é que é
Ai rapariga, rapariga, rapariga
Rapariga, ai rapariga tem cuidado
Ai rapariga, rapariga, rapariga
Rapariga, rapariga, rapariga tem cuidado
—
Toada Beirã (adaptação EACB)
Senhora do Almortão
A vossa capela cheira
Cheira a cravos, cheira a rosas
Cheira À flor da laranjeira
Senhora do Almortão
Minha tão linda arraiana
Voltai costas a Castela
Não queirais ser castelhana
Olha a laranjinha que caiu, caiu
Num regato de água nunca mais se viu
Nunca mais se viu nem se torna a ver
Cravos à janela, rosas a nascer
A azeitona já está preta (2x)
Já se pode armar aos tordos (2x)
Diz-me lá oh cara linda (2x)
Como vais de amores novos (2x)
Já se pode armar aos tordos
É mentira, é mentira
É mentira, sim senhor
Eu nunca pedi um beijo
Quem mo deu foi meu amor
Quando eu era pequenino (2x)
Acabado de nascer (2x)
Ainda mal abria os olhos (2x)
Já eram para te ver (2x)
Eu não sei como te chamas, oh Maria Faia
Nem que nome te hei-de eu pôr
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Cravo não que tu és rosa, oh Maria Faia
Rosa não que tu és flor
Oh Maria Faia oh Faia Maria
Ó Castelo Branco, Ó Castelo Branco
Mirando o cimo da serra –( bis )
Ai, quem nasceu lá em Castelo Branco
Não é feliz noutra terra
Ai, mirando o cimo da serra.
Coração da serra, não ama a cidade
Só na sua terra se sente à vontade
Eu nasci na beira, sou homem pequeno
Sou como o granito bem rijo e moreno.
—
Para Ti (Estudantina Académica da Madeira)
Minha donzela abre a janela
Olha p´ra mim, este ar tristonho
A lua ainda sobe
Solta teu amor por mim
A lua ainda sobe
Solta teu amor por mim
De madrugada bem acordado
Canto p’ra ti, toco um fado
Guitarra toca baixinho
Entra em meu coração
Guitarra toca baixinho
Entra em meu coração
Lágrima cai pela face
Espero por ti toda a noite
Se a minha alma falasse
Gritava assim de mansinho
Se a minha alma falasse
Gritava assim de mansinho
—
Fado do Barnabé (adaptação EACB)
Faleceu no hospital
Um amigo bestial
Era o Zé e enrolava charros
E só deixou neste mundo
Uma viúva no Dafundo
E um maço de cigarros
De seu nome Barnabé
Original da Guiné
Era um homem de recursos
Certo dia no Areeiro
Chamaram-lhe paneleiro
Engoliu vivos dois ursos
Em noites de sexta-feira
Com uma grande bubadeira
Até parece impossível
Teve um aperto urinário
Confundiu o sanitário
Com a passagem de nível
Brutalmente trucidado
Por não estar habituado
Porque só bebia Gresso
Barnabé, oh Barnabé
Já não vês mais a Guiné
És vitima do progresso
—
Amanhecer (original EACB)
a lua deixou de brilhar
apagou a força do meu ser
se um dia eu voltar a amar
ñão vai ser ao amanhecer
e olho o céu
esperando de ver
a bela lua a brilhar
e vou sonhando
com lagrimas a correr
o dia de te voltar a beijar
no meu coração fica a lembrança
do teu belo e doce olhar
agora só resta a esperança
de um dia o meu sonho voltar
e olho o céu
esperando de ver
a bela lua a brilhar
e vou sonhando
com lagrimas a correr
o dia de te voltar a beijar
—
Variações Albicastrenses em lá m (original EACB)
Chegados a Castelo Branco
Cidade à beira serra
Encantado com o que vi
Decidi que iria ser a minha terra
Terras de montes e prados
De beleza sem igual
Tens nos teus jardins
Os melhores de Portugal
Da serra vejo a cidade
Terra do meu encanto
A musa dos meus amores
És tu Castelo Branco
Dominando a paisagem
No alto, o castelo imponente
Mas o que marca a quem passa
é a simpatia da sua gente
Castelo Branco cidade
Sempre bonita e airosa
Quem nunca por cá passou
Não imagina como és formosa
Da serra vejo a cidade
Terra do meu encanto
A musa dos meus amores
És tu Castelo Branco
—
A Estranha História de Francesinha e Julieta (original EACB)
… o nosso instrumental …
—
Olá
Viva!
As músicas trazem-nos recordações e a memória refresca-se. Em pequeno os meus pais ouviam uma música que se chamava “Ó castelo Branco, Ó castelo Branco” que fui encontrar aqui na net cantada por um grupo, a que conhecia era cantada por uma senhora. o meu mail vai no sentido de descobrir quem a cantava, seria a TOnicha? Se conhecerem digam-me por favor
Muito obrigado e continuem a divulgar o que é bom.
Abraço
Boa noite,
A música a que se refere chama-se “Saudades da Beira” mais conhecida como “Ó castelo Branco, Ó castelo Branco”. Temos conhecimento de ela ser cantada na Orquestra Típica Albicastrense, com um solista masculino, assim como na versão de Arlindo de Carvalho, também com solista masculino. Não temos conhecimento desse tema cantado por uma voz feminina mas deixou-nos curiosos e vamos investigar por Castelo Branco!
Com os melhores cumprimentos
Saudações Académicas